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Filmes do Homem

A ILHA DOS AUSENTES

a ilha dos ausentes

José Vieira | Portugal / França, 2016, 61'

A viagem que traz de volta os emigrantes ao país da sua infância é uma estranha odisseia. É uma sessão à porta fechada dentro de um carro onde permanecemos sob a custódia da nossa memória, num dia único e estafante onde percorremos o labirinto da ausência. Um périplo cheio de interrogações sobre a relação que nos une ao país da nossa infância. Este road-movie é uma viagem que se esbarra contra uma atualidade onde imigrantes fogem permanentemente da miséria e da guerra.

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  • Produção: KINTOP
  • Grafismo: Yannick Schaefer
  • Guião: José Vieira
  • Vozes: Bruno Léonelli
  • Fotografia: José Vieira
  • Montagem: José Vieira
  • Produtor: Ansgar Schäfer
  • Coprodução: José Vieira e Supersonic (FR)

José Vieira

José Vieira

Filho de emigrantes portugueses, José Vieira vive em frança desde 1965. Dedicou-se muito cedo ao cinema, através do qual se tem dedicado sobretudo ao tema da imigração.

DEATH BY DESIGN

death by design

Sue Williams | EUA, 2016, 73'

Os consumidores adoram - e mergulham – nos seus smartphones, tablets e laptops. Uma torrente de novos aparelhos inunda consistentemente o mercado, prometendo uma comunicação cada vez melhor, entretenimento contínuo e informação instantânea. Os números são assombrosos. Até 2020, quatro mil milhões de pessoas terão um computador pessoal. Cinco mil milhões terão um telemóvel. Mas esta revolução tem um lado sombrio, escondido da maioria dos consumidores. Numa investigação que atravessa o globo, a cineasta Sue Williams investiga o lado negativo da indústria electrónica e revela como até os dispositivos mais pequenos têm custos mortais para a saúde e ambientais. Das fábricas intensamente secretas na China, passando por uma comunidade de Nova York completamente devastada até aos corredores de alta tecnologia do Silicon Valley, Death by Design conta uma história de degradação ambiental, tragédias de saúde e do ponto de inflexão entre consumismo e sustentabilidade que se aproxima rapidamente.

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  • Argumento: Sue Williams
  • Direção de Fotografia: Sam Shinn
  • Edição: Adam Zucker
  • Música: Paul Brill
  • Produção: Hilary Klotz Steinman, Sue Williams
  • Coprodução Executiva: Chris Clements, Arleen Mcglade, Jenny Raskin
  • Produção Executiva: Diana Barret, Dan Cogan, Julie Goldman, Judith Vecchione, Victoria Wang

Sue Williams

Sue Williams

Fundou a Ambrica Productions para produzir documentários de âmbito e interesse internacional. A China contemporânea, em grande destaque em Death by Design, sempre foi um foco especial para ela. Sue escreveu, produziu e dirigiu a trilogia chinesa de seis horas - China in Revolution, the Mao Years and Born under the Red Flag - que explorou a turbulenta história social e política da China do século XX. Todos foram exibidos como especiais de interesse nacional no canal PBS com grandes elogios da crítica e foram emitidos em 25 países. Sue realizou igualmente duas biografias altamente aclamadas - Eleanor Roosevelt and Mary Pickford - para a série American Experience, na PBS. Os seus filmes participaram em festivais por todo o mundo e ganharam numerosas distinções, incluindo o Cine Golden Eagle, prémios do Festival Internacional de Cinema e Vídeo, prémios Chris e dois prémios Edgar Dale para melhor argumento.

TARRAFAL

tarrafal

Pedro Neves | Portugal, 2016, 96'

Um dia, quase tudo se transformou num monte de escombros e de lixo. Restaram fantasmas que vagueiam entre os campos, as ruínas e o nevoeiro. Só que alguns desses fantasmas estão vivos. São gente que ficou, gente que volta, gente que deambula pelas memórias difíceis daquele que foi o mais maldito bairro da cidade. Só que este Tarrafal, campo de morte lenta como o da ditadura salazarista, não fica em Cabo Verde, mas sim em Portugal.

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  • Argumento e Fotografia: Pedro Neves
  • Montagem: Pedro Neves e Ricardo Leite
  • Som: Ricardo Leite
  • Mistura de Som / Sound Design: Pedro Adamastor
  • Grafismo: João Borges
  • Música: Jojo Navarro
  • Pós-Produção / Produção: Red Desert

Pedro Neves

Pedro Neves

Nasceu em Leiria em 1977. É documentarista e jornalista freelance desde 1999. Estudou no Porto, onde concluiu uma pós-graduação e um mestrado em Cultura e Comunicação, variante documentário, com uma dissertação sobre o documentário dos anos da Revolução de Abril. Em 2007 frequentou um curso de realização de documentários na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de Los Baños, Cuba. Em 2008 fundou a produtora Red Desert Films. Venceu nove prémios com os filmes que realizou. Foram exibidos na RTP, canal Plus France, canal Plus Afrique ou TVcine e entraram na competição em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, como Clermont-Ferrand, Guadalajara, Doclisboa, Documenta Madrid, Curtas Vila do Conde, Festival de Curtas de São Paulo, Porto Post Doc, Festival de Salónica, CPH:dox, entre outros. Da sua filmografia, destacam-se os documentários “A Olhar o Mar” (89’, 2007), “En la Barberia” (6’, 2007), “Os Esquecidos” (63’, 2009), “Desencontros” (39’, 2010), “Água Fria” (14’, 2011), “A Raposa da Deserta” (85’, 2014) e “Hospedaria” (20’, 2014). Em 2014 finalizou o documentário “Acima das Nossas Possibilidades” (43’), integrado no Projeto Troika e, com Boaventura Sousa Santos, realizou a curta-metragem “Conversas do Mundo”. Em 2015 produziu e realizou o filme “Bairrismos” (61’). Já em 2016 realizou a curta-metragem documental “A Praia” e a longa “Tarrafal”.

ROSAS DE ERMERA

rosa de ermera

Luís Filipe Rocha | Portugal, 2017, 125'

Em julho de 1939, uma família separa-se em Lourenço Marques: os pais e a filha Maria das Dores Afonso dos Santos, de 7 anos de idade, partem para Timor, onde o pai vai assumir o cargo de juiz; os filhos, João e José Afonso dos Santos (o cantor Zeca Afonso), de 11 e quase 10 anos, partem para Portugal, para casa de irmãos do pai, em Coimbra e Belmonte, uma vez que em Timor não existiam condições escolares para continuarem os estudos oficiais.
Menos de dois meses depois dessa separação, a 1 de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polónia e, dois dias depois, a Grã-Bretanha, a França, a Austrália e a Nova Zelândia declaram guerra à Alemanha e inicia-se a 2a Guerra Mundial. Em dezembro de 1941, o Japão entra na guerra e, em 20 de fevereiro de 1942, invade e ocupa Timor.
A família só se reencontrará mais de seis anos depois, em Lisboa, em fevereiro de 1946. Os pais e Maria das Dores marcados pela vida pavorosa num campo de concentração durante 3 anos, os filhos João e José, asfixiados pelo Catolicismo e pelo germanismo do Estado Novo e abalados por um longo período de orfandade comiserativa: após a invasão japonesa de Timor, a falta abrupta e absoluta de notícias dos pais e da irmã foi tomada por uma “má notícia”.
Maria das Dores e João Afonso dos Santos, ultrapassados os 80 anos, continuam a recordar de forma vívida e emocionada esse período das suas jovens vidas, bem como a evocar comovidamente a companhia do irmão falecido em 1987. Entrelaçando as suas recordações e as do seu irmão José num diálogo a que a idade, a memória, a evocação poética e os sentimentos duradouros conferem dramatismo e espessura únicas, teceremos a narrativa da aventura familiar dos três e retrataremos uma época funesta da nossa vida coletiva.

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  • Argumento: Luis Filipe Rocha
  • Fotografia: João Ribeiro
  • Música: Manuel Rocha
  • Som: Olivier Blanc, Carlos Alberto Lopes
  • Montagem: Antonio Pérez Reina
  • Intervenientes: Maria das Dores Afonso dos Santos, João Afonso dos Santos
  • Produtor: Luis Galvão Teles
  • Produção: Fado Filmes

Luís Filipe Rocha

Luís Filipe Rocha

Nasceu em Lisboa em 1947. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa. Passou pelo teatro como ator, dramaturgo e assistente de direção. Em 1975 realizou algumas curtas metragens para televisão e em 1976 dirigiu a média Metragem “Barronhos - quem teve medo do poder popular”, um documentário que faz a reconstituição de um crime num bairro da lata durante o verão quente de 1975. Logo a seguir realiza o filme “A Fuga”, com a participação de Luís Alberto, o realizador assina o argumento em co-autoria com Arnaldo Aboim. Em 1979, rodou “Cerromaior”, com base na emblemática obra de Manuel da Fonseca, que teve como protagonista o ator Carlos Paulo. Em 1983/84, realizou “Sinais de Vida”, um filme sobre a vida e obra de Jorge de Sena, com Luís Miguel Cintra, Costa Ferreira e Clara Joana nos principais papéis. Em 1990 realiza “Amor e Dedinhos de Pé”, uma adaptação da obra do escritor macaense Henrique da Senna Fernandes, com Joaquim de Almeida e a espanhola Ana Torrent nos principais papéis. Em 1994 rodou “Sinais de Fogo” (baseado na obra Homónima de Jorge de Sena), com Diogo Infante como protagonista. Os argumentos dos dois filmes são partilhados com o brasileiro Izaías Almada. “Adeus, Pai”, de 1996,com os atores José Afonso Pimentel e João Lagarto foi a sua obra com maior impacto junto do público. “Camarate”, obra que data de 2000 tem como protagonista Maria João Luís. Em 2002 rodou “A Passagem da Noite”, com Leonor Seixas, um dos filmes portugueses Mais premiados em festivais internacionais. “A Outra Margem”, de 2007, com Filipe Duarte, Maria d’Aires e Tomás Almeida, é a sua mais recente obra que tem feito um percurso notável em festivais um pouco por todo o mundo.

LA CHAMBRE VIDE / O QUARTO VAZIO

la chambre vide

Jasna Krajinovic | Bélgica / França, 2016, 58'10'

Sabri, filho de Saliha, partiu abruptamente um dia para a Síria para fazer a Jihad. Três meses depois, Saliha, o marido e os filhos foram informados da sua morte igualmente de forma abrupta. Sabri deixou para trás um quarto vazio e familiares destroçados. Saliha, perante este luto difícil, decide agir e relaciona-se com outros parentes, outras mães cujos filhos partiram para a Síria. Alguns estão mortos, outros ainda vivos e conseguem de alguma forma manter contacto com as suas famílias. Juntos tentam compreender de onde vem esta súbita radicalização e como os seus filhos podem ser enlistados tão rapidamente pelas redes jihadistas. Hoje em dia, a morte de um jovem na Síria, como é o caso de Sabri, não é legalmente registada, a criança é presumida ausente, presumida morta. Como é possível chorar em tais condições? Desde o parlamento Belga até aos jovens que ela conhece nas escolas, Saliha esforça-se para fazer as coisas acontecerem ao testemunhar o fenómeno da radicalização, a acção dos recrutadores e as fragilidades em que se baseia. Jasna Krajinovic filmou esta história dentro da intimidade das famílias, bem como na sua acção pública. Com muita sensibilidade, ela oferece o seu ponto de vista e entrega-nos a chave para entendermos a extensão deste fenómeno que nos arrasa diariamente. Em casa de Saliha, seguimos esta família que se vai reconstruindo no luto de um filho desaparecido. Na esfera pública, percebemos o impacto do que vai atingindo estas famílias e as potenciais reações. É este duplo movimento que contribui para a força do filme

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  • Argumento: Jasna Krajinovic
  • Fotografia: Benoit Dervaux, Joachim Philippe
  • Som: Céline Bodson, Quentin Jacques, Aymen Sahli, Bruno Schweisguth
  • Montagem / Imagem / Som: Marie-Hélène Mora
  • Mistura: David Vranken
  • Música: Raf Keunen
  • Produção: Julie Freres/Dérives, Rebecca Houzel et Camille Laemlé/Petit à Petit Production
  • Coprodução: ARTE France, RTBF, Savage Film, CBA Centre Audiovisuel de Bruxelles

Jasna Krajinovic

Jasna Krajinovic

1999 : Graduada em Realização no Institut Supérieur des Arts du Spectacle (Insas) em Bruxelas.
1992-1994: Estudos na Academia de Cinema e Teatro em Ljubljana (Slovenia)
1993: Mestrado em Literatura, Inglês e Francês na Faculdade de Letras de Ljubljana (Slovenia)
1986: Diploma do ensino secundário em Línguas e Estudos Sociais em Celje, Slovenia.

PESHMERGA

peshmerga

Bernard-Henri Lévy | França / Iraque, 2016, 92'

De Julho a Dezembro de 2015, Bernard-Henri Lévy e uma equipa de cameramen percorreram os 1000 quilómetros da linha da frente que separa o Curdistão Iraquiano das tropas do Daesh. A partir desta viagem, surge um diário de bordo em imagens que oferece uma visão privilegiada de uma guerra que está inacabada, mas onde as paradas são de importância global. Em estreita relação com os Peshmergas, os lutadores Curdos que demonstram uma determinação infalível na sua luta contra o obscurantismo e o fundamentalismo jihadista, o filme leva-nos do alto de Mosul ao coração das Montanhas Sinjar, passando no caminho pelos últimos mosteiros cristãos ameaçados de destruição. Muitas personagens notáveis deixam a sua marca neste relato, homens e mulheres de uma estirpe que raramente se encontra.

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  • Assistente de Realização: Gilles Hertzog and Aziz Othman
  • Produção: François Margolin
  • Operador de Câmara: Ala Hoshyar Tayyeb, Olivier Jacquin, Camille Lotteau
  • Montagem: Camille Lotteau
  • Som: Antoine Bailly, Jean-Daniel Bécache, Thomas Fourel
  • Música Original: Nicolas Ker, Jean-Fabien Dijoud, Henri Graetz

Bernard-Henri Lévy

Bernard-Henri Lévy

É um filósofo francês e um dos mais estimados e best-seller escritores na Europa. É autor de mais de 30 livros, incluindo obras de filosofia, ficção e biografia. American Vertigo: traveling America in the footsteps of Tocqueville foi bestseller do New York Times (2006). Livros subsequentes em inglês são passados em tempos sombrios: A Stand Against the New Barbarism (2008) e, com Michel Houellebecq, Public Enemies: dueling writers take on each other and the world (2011). A sua peça de teatro, "Hotel Europe", que estreiou em Sarajevo a 27 de Junho de 2014 e em Paris a 9 de Setembro, é um grito de alarme sobre a crise que enfrenta o projecto europeu e o sonho por detrás dele. Lévy ganhou notoriedade pelo seu documentário sobre o conflito Bósnio, Bosna! (1994). Depois de iniciar a sua carreira como repórter de guerra para o Combat - o lendário jornal fundado por Albert Camus durante a ocupação nazi de França - para o qual cobriu a guerra entre o Paquistão e a Índia sobre o Bangladesh, Lévy foi fundamental na fundação do New Philosophers Group. O seu livro de 1977, Barbarism with a Human Face, lançou uma controvérsia sem precedentes sobre a cumplicidade da esquerda europeia com o totalitarismo.

O VALE DO SAL

the valley of salt

Christophe Saber | Suiça, 2016, 62'

No tumulto do caos político no Egipto, um jovem realizador regressa a casa, no Cairo, pela primeira vez desde o início da revolução.

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  • Edição: Myriam Rachmuth
  • Música: Christian Garcia
  • Desenho de Som / Mistura: Etienne Curchod
  • Correção de Cor: Robin Erard
  • Produção: Elena Tatti, Thierry Spicher, Elodie Brunner
  • Assistente de Produção: Christelle Michel

Christophe Saber

Christophe Saber

Nasceu no Cairo em 1991, de nacionalidades Suíça e Egípcia. Em 2009, termina os seus estudos num liceu americano no Cairo e depois segue uma breve formação cinematográfica nos Estados Unidos. Mais tarde, entra no Departamento de Cinema da Ecal School (Renens, Suíça) em 2010. Em julho de 2014, consegue o bacharelato com nota máxima. "Discipline", a sua curta realizada enquanto estudante, foi selecionada em vários festivais e ganhou muitos prémios.

LA DEUXIÈME NUIT / A SEGUNDA NOITE

la deuxiem nuit

Eric Pauwels | Bélgica, 2016, 75'

A Segunda Noite é a parte final de uma trilogia que começou com uma carta escrita por um cineasta à sua filha, que foi seguida por filmes de sonho. A realização desta "Cabin Trilogy" é fruto de quinze anos de trabalho e reflexão.

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  • Argumento: Eric Pauwels
  • Cinematografia: Eric Pauwels, Rémon Fromont, Henri Pauwels, Aurélian Pechmeja, Nicolas François, Olan Bowland, Olivier Dekegel
  • Edição de Imagem: Rudi Maerten
  • Som: Jeanne Debarsy, Ricardo Castro
  • Edição de som: Rudi Maerten
  • Mistura: Yves De Mey
  • Correção de Cor: Reinhart Cosaert

Eric Pauwels

Eric Pauwels

Nascido em Antuérpia em 1953, é graduado em Cenografia pelo Institut National Supérieur des Arts, Insas, em Bruxelas e é doutorado em cinematografia pela Sorbonne sob a supervisão de Jean Rouch. É professor, escritor e cineasta.

VERGOT

vergot

Cecilia Bozza Wolf | Itália, 2016, 60'

Dois irmãos, um pai exuberante e uma mãe invisível. Uma família de agricultores num vale alpino onde a vida é bruta, assim como as maneiras

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  • Cinematografia: Cecilia Bozza Wolf, Alex Grassi
  • Edição: Pierpaolo Filomeno
  • Som: Loris Frismon
  • Desenho de Som: Riccardo Spagnol
  • Música: Evil Fate

Cecilia Bozza Wolf

Cecilia Bozza Wolf

Nasceu em 1989 em Trento (Itália). Em 2012 formou-se em Arte, Música e Drama, na Universidade de Pádua e escreveu a sua tese de licenciatura sobre Federico Fellini, intitulada "Il Dolce Mezzo". Em particular, baseia-se nos filmes "La Dolce Vita" e "81/2". Foi publicada pela Fundação Federico Fellini situada em Rimini. Actualmente está a tirar um mestrado em Drama, Cinema e Novos Media na Universidade de Pádua onde, de 2011 a 2013, trabalhou como operadora de câmara para algumas empresas locais e para a rede privada TV200. No mesmo período produziu dois curtos vídeos institucionais em colaboração com o município de Pádua e trabalhou como cineasta num documentário sobre John Strasberg e os seus métodos de treino para actores. Desde 2013 que trabalha em "Hard Rock Mountain", um projecto para um documentário sobre jovens bandas de rock de montanha no norte de Itália. Em Janeiro de 2014 ingressou na Zelig, uma Escola de Documentário, Televisão e Novos Media, em Bolzano, tendo graduação agendada para 2016. Durante este período de tempo ela fez um estágio no departamento de realização do filme "Mountain" de Amir Naderi.

IMAGENS ESCONDIDAS

hidden photos

Davide Grotta | Itália, 2016, 79'

Quarenta anos após o regime do Khmer Vermelho: Kim Hak, um jovem fotógrafo Cambojano procura um novo imaginário do seu país. Nhem Ein, um fotógrafo aliado ao regime, tirou mais de 14.000 retratos das vítimas. Que imagem representa o nosso país?

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  • Fotografia: Alexander Fontana
  • Edição: Gabriele Borghi
  • Registo de Som: Gabriele Borghi
  • Assistente de Realização: Hoeung Soeum, Gabriele Borghi

Davide Grotta

Davide Grotta

É um fotógrafo e cineasta independente, baseado entre Palermo e Phnom Pehn. Graduado em "Património Arqueológico", começou a tirar fotografias no mundo da arqueologia subaquática, tratando da fotogrametria subaquática e da documentação do museu. Em 2009, dedicou-se à fotografia editorial em colaboração com a agência de fotojornalismo AGF, concentrada em questões políticas e económicas. Mora em Phonm Pehn há dois anos para continuar a sua pesquisa fotográfica. Interessado na relação entre a identidade do homem e a influência da cultura de massas, começou a estudar realização cinematográfica.

AGARRA E CORRE

grab n run

Roser Corella | Alemanha / Espanha, 2016, 86'

Desde que o Quirguistão se tornou independente em 1991, tem havido um renascimento da antiga prática de Ala-Kachuu, que se traduz basicamente como "agarrar e correr". Mais de metade das mulheres kirguizes acabam casadas depois de terem sido sequestradas pelos homens que se tornam seus maridos. Algumas escaparam depois de provações violentas, mas a maioria é persuadida a permanecer pela tradição e medo de escândalo. Embora se diga que a prática tem raízes nos costumes nómadas, a tradição continua em desacordo com o Quirguistão moderno. Ala-Kachuu foi proscrita durante a era soviética e permanece ilegal sob o código criminal de Kyrgyz, mas a lei tem sido raramente executada para proteger as mulheres desta prática violenta.

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  • Produção: Moving Mountains Films
  • Assistente de Realização: Milan Bath
  • Camera: Roser Corella
  • Edição: Ariadna Ribas
  • Som: Marta Millet and Alejandro Parody
  • Música: Paul Frick
  • Produtores Associados: Poyen Chang, Jean Guillou, Carles Carabí

Roser Corella

Roser Corella

(Barcelona, 1978) É uma cineasta documental independente e jornalista de vídeo, actualmente baseada em Berlim. Roser começou a sua carreira como video-jornalista para o canal catalão TV3, mas o interesse pelas histórias humanas por detrás de questões globais levou-a a iniciar a autoprodução e desenvolvimento de uma visão pessoal dentro do campo do documentário. O seu trabalho foi mostrado em todo o mundo, ganhando numerosos prémios como o Poyi - Imagem do Ano Internacional - nos EUA, e Canal + França prémio no Women's Film Festival de Créteil. Actualmente combina o seu trabalho pessoal com colaborações como jornalista de vídeo para vários meios de comunicação internacionais. O fascínio pelo género documental, que testemunha as tensões inerentes e paradoxos do medium, levou-a a dar a volta ao mundo em busca de histórias para contar. Não apenas para testemunhar, mas para desafiar e levantar questões críticas sobre as sociedades contemporâneas.

A ARTE DA DESLOCAÇÃO

the art of moving

Liliana Marinho de Sousa | Alemanha, 2016, 89'

Um grupo activista Sírio é ameaçado no sudeste da Turquia devido aos seus vídeos de comédia anti-Isis e muda-se para Istambul para começar um programa de TV. No entanto, depois de chegarem, mais barreiras se erguem. Daya al-Aaesh é uma série online satírica anti-Isis criada por um grupo de videoactivistas Sírios. Eles produzem os episódios a partir da sua base em Gaziantep, na Turquia. Depois de receberem ameaças de apoiantes do Isis, partiram para Istambul com o objetivo de fazer um programa de comédia topical mais sofisticado para a TV Síria. Mas os obstáculos continuam a aparecer numa situação cada vez mais instável, pressionando o trabalho e as amizades do grupo. Eles são forçados a tomar decisões sobre o futuro do seu activismo e a possibilidade de uma vida estável em Istambul, ou noutro lugar. Este filme é um olhar refrescante sobre a crise dos refugiados, a invasão do Isis e as escolhas fatídicas deixadas para a juventude da Síria.

  • Imagem: Koray Kesik, Basem Nabhan, Orçun Bilgin, Mehmet Eren Bozbaş
  • Som: Bairak Alaisamee, Basem Nabhan, Orçun Bilgin
  • Montagem: Liliana Marinho de Sousa, Nicole Schmeier

Liliana Marinho de Sousa

Liliana Marinho de Sousa

Nasceu na Alemanha em 1982. Enquanto terminava os seus primeiros estudos em educação com destaque na comunicação intercultural em 2008, trabalhou na área social com jovens, mulheres e refugiados. Ela entrou para o documentário através de um projeto de media educativo. Em 2010 começou a estudar cinema documental. "The Art of Moving" é o seu projecto de graduação em documentário para uma Escola de Cinema Alemã.

FRANCO’S ERBE – SPANIENS GERAUBTE KINDER / CRIANÇAS ROUBADAS - A HERANÇA DE FRANCO

franco's erbe

Inga Bremer | Alemanha, 2017, 70'

Durante a ditadura de Franco e até ao final dos anos 90, muitos bebés foram retirados aos seus pais sem o conhecimento destes, após o nascimento, para serem vendidos. Médicos, freiras, sacerdotes, agentes sociais e enfermeiros estiveram directamente envolvidos. Muitos milhares de Espanhóis depararam-se com este cenário nos últimos anos. São os chamados "ninos robados" - "crianças roubadas".

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  • Intervenientes: Clara Alfonsa Reinoso Cervilla, Alicia Rueda Jiménez, Enrique J. Vila Torres
  • Mistura de Som: Christina Pitouli
  • Desenho e mistra de Som: Angelo D'Angelico
  • Masterização Música: Stefan Haberfeld
  • Composição Música: Can Erdogan-Sus
  • Correção de Cor: Sarah Eim
  • Consultor Dramático: Catalina Florez
  • Edição: Marielle Pohlmann
  • Cinematografia: Kirstin Schmitt
  • Direção de Produção: Maren Schmitt
  • Produção: Silvana Santamaria

Inga Bremer

Inga Bremer

Nasceu perto de Frankfurt na Alemanha. Depois de várias visitas a países estrangeiros, Inga ingressou na escola de teatro em Colónia, mas passou a integrar a Academia de Filmes em Baden-Wuerttemberg para se tornar realizadora em 2004. Com o seu filme "Goodbye Kutti" Inga foi nomeada para o prémio Alemão dos Direitos Humanos em 2010. Quando regressou depois de um ano no estrangeiro na Academia Internacional de Cinema EICTV em Cuba, Inga começou a rodar o filme premiado "Perfect Girls", financiado pelo MFG Baden-Wuerttemberg. É um dos quatro membros fundadores da produtora de filmes Soilfilms. Juntamente com seus parceiros, ela produz e dirige documentários, anúncios de publicidade e filmes de ficção.

OS DIAS AFOGADOS

os dias afogados

César Souto Vilanova, Luis Avilés | Espanha, 2016, 86'

Em 1992, a construção da barragem do Lindoso (Portugal) inundou para sempre as aldeias de Aceredo e Buscalque (Ourense, Galiza). Os habitantes não conseguiram fazer nada para salvar as suas terras e casas. Sabendo que tudo estava prestes a ser perdido para sempre, vários vizinhos levaram as suas câmeras de video pessoais e começaram a gravar. Estas filmagens, registadas desde meados dos anos 60, constituem evidências históricas e etnográficas valiosas, coloridas pela sua subjectividade e experiências pessoais. As filmagens são, ao mesmo tempo, uma demonstração de fé nas possibilidades dos filmes caseiros poderem registar o tempo em que temos de viver. Além da intimidade, revela-se um retrato dos mecanismos do poder e os seus agentes. A tensão entre o existencial e o político, entre o tempo passado e a realidade presente, determina uma história que se projeta de várias maneiras para além de si mesma.

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  • Produtor Executivo: Iván Patiño
  • Direção de Fotografia: David Rodríguez
  • Som: Alejandro García
  • Montagem: Cristina Liz
  • Operador de Câmara: Armando Duarte, Jesus Santos e Mayra Hernández
  • Música: Fabio Conzález

César Souto Vilanova

César Souto Vilanova

(1975) é licenciado em jornalismo pela Universidade de Santiago de Compostela. Em 1998 começa a trabalhar na TV Galicia, cobrindo informação para os vários noticiários da cadeia. Desde 2006, especializa-se na realização de reportagens aprofundadas sobre vários aspectos da política actual e social Galega, Espanhola e internacional, primeiro no programa Rec House e mais tarde em Repórteres. "Os Dias Afogados" representa a sua primeira incursão no género documentário.

Luis Avilés

Luis Avilés

Formou-se em realização e edição de filmes no CECC Centro de Estudos Cinematográficos da Catalunha. Director de programas de TV como "Criaturas" e "Casado" Tvg, ambos líderes de audiência no segmento de público respectivo. Realizador da curta "A Subela" (2003), escolhida pelo governo local para divulgar o audiovisual Galego no estrangeiro e apresentada em mais de cem festivais. Realizador do filme "Retorna" (Vaca Films, 2010), presente nos festivais de Montreal, Valladoilid, São Paulo e León e vencedor de dois prémios do audiovisual galego (Mestre Mateo). Nomeado como melhor realizador nos prémios do audiovisual galego e seleccionado para o Goya como Melhor Novo Realizador. Realizador, cameraman e editor de documentários, videoclips e vários trabalhos institucionais e industriais.

TERCEIRO ANDAR

terceiro andar

Luciana Fina | Portugal / Itália, 2016, 62'

Em que língua é que vamos contar as histórias que nos foram contadas? Em que língua é que se escreve uma declaração de amor? Centro histórico de Lisboa, Bairro das Colónias, terceiro andar. Fatumata e Aissato, mãe e primogénita de uma numerosa família originária da Guiné-Bissau, discutem o amor e a felicidade. Pelas sete da tarde, do terceiro até ao meu quinto andar, ressoa pelo prédio um som regular, sempre igual, como o bater do coração. O som sobe escadas e patamares, atravessa paredes, portas e corredores, habita as casas, as cozinhas e as varandas interiores.

TRAILER

  • Imagem: Helena Inverno, Luciana Fina, Rui Xavier
  • Montagem: Luciana Fina, Cláudia R. Oliveira
  • Som: Olivier Blanc, Emanuele Costantini, Miguel Cabral
  • Mistura de Som: Emanuele Costantini, Tiago Matos
  • Cor: Andreia Bertini, Marco Amaral
  • Pós-Produção: Imagem Íngreme

Luciana Fina

Luciana Fina

Nasceu em Bari (Itália) e trabalha em Lisboa desde 1991. Após os estudos em Línguas e Literatura Portuguesa e Francesa, trabalha inicialmente como programadora independente de cinema, em Itália e Portugal, colaborando principalmente com a Cinemateca Portuguesa, na década de 1990. Em 1998 realiza o seu primeiro documentário. Desde então, diversificando formas e estratégias de criação, tem realizado diversos documentários e desenvolvido um trabalho que migra frequentemente da sala cinematográfica para o espaço de exposição. Tem trabalhado intensamente sobre a reconfiguração do objecto fílmico e a sua mise-en-espace, numa renovada dialéctica entre o cinema e as artes. A partir de 2004, cria uma série de retratos fílmicos, reunidos no projecto “O Tempo de um Retrato”, tendo apresentado as suas instalações e filmes em Portugal, França, Suécia, Espanha, Noruega, Itália, Uruguai, México, Estados Unidos e Canadá. O seu último documentário, “In Medias Res”, diálogo com o pensamento e a obra do arquitecto Manuel Tainha, recebeu uma menção honrosa do Temps d’Images Film on Art Award 2014 e o prémio de melhor filme nacional do Arquiteturas Film Festival de Lisboa. A estreia do filme Terceiro Andar aconteceu no Doclisboa'16, em selecção oficial dentro da competição portuguesa.

PENUMBRIA

penumbria

Eduardo Brito | Portugal, 2016, 8'36''

Penúmbria, a distópica, foi fundada há duzentos anos num extremo de difícil acesso. De solos áridos, mares revoltados e clima violento, ficou a dever o seu nome à sombra quase permanente provocada por uma montanha a sul. Até que um dia, os seus habitantes decidiram entregá-la ao tempo. Esta é a história de um lugar inabitável.

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  • Produtor: Rodrigo Areias / Bando à Parte
  • Argumento: Eduardo Brito
  • Fotografia: Jorge Quintela
  • Montagem: Eduardo Brito, Rodrigo Areias
  • Música: Joana Gama, Luís Fernandes
  • Vozes: Ricardo Vaz Trindade

Eduardo Brito

Eduardo Brito

(1977) Tem o mestrado em Estudos Artísticos,Museológicos e Curadoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com a tese Claro Obscuro – em torno das representações do museu no cinema. Pertence ao Núcleo de Arte e Intermedia do i2ads da FBAUP. Foi Coordenador do Reimaginar Guimarães, projecto de arquivo fotográfico da Guimarães 2012. É autor das séries Fotográficas Terras Últimas (CCVF, 2010), Uma variação Veneziana (Pianola, 2014), do texto As Orcadianas (Grisu, 2014) e dos vídeos Antropia (2009), Linha (2012), Terras Interiores (2013, com Joana Gama, a partir da música de Carlos Marecos), Volta e as Simultâneas (com Rita Faustino,2013 e 2015). Escreveu o argumento dos filmes O Facínora (Paulo Abreu, 2012) e A Glória de Fazer Cinema em Portugal (Manuel Mozos, 2015).

TUKKE’B TEERE BA / A VIAGEM DO LIVRO

tukke b teere ba

Dani Millán | Espanha, 2017, 10'

Esta história revela a irrevogável condição gregária do ser humano, demostrando através de um testemunho artístico, um sentimento fraterno que não compreende contextos geográficos, sociais ou de fronteiras.

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  • Argumento / Direção de Fotografia / Edição /Produção: Dani Millán
  • Som: Nahuel Barracchia
  • Música: Karim Habib
  • Intervenientes: Musa Keita

Dani Millán

Dani Millán

Mudou-se para Barcelona depois do ensino secundário para estudar realização no ECIF (2010). Especializou-se em cinematografia e graduou-se em 2013. Durante esses anos trabalhou com diferentes empresas viajando e filmando vídeos de skate enquanto colaborava também nas curtas-metragens da escola. Em 2014 decide regressar às Canárias e passa quase dois meses a viajar pelas ilhas enquanto documenta toda a experiência. Quase um ano depois, a mesma dá origem ao seu primeiro filme, Maresía, com o Projeto Colectivo Independente Islas Canarias. Em 2016, começa uma viagem pelo Senegal e Gâmbia, onde realiza a sua primeira curta-metragem documental: El Viaje del Libro.

MARIA SEM PECADO

maria sem pecado

Mário Macedo | Portugal, 2016, 29'

Rui, acabado de sair da prisão, vive com a sua idosa mãe Maria, que luta para se lembrar dele.

  • Intervenientes: Maria Macedo, Rui Macedo, Celestinha Martins
  • Fotografia Adicional: Helena Macedo
  • Pós-Produção de Som: Luis Vieira

Mário Macedo

Mário Macedo

Nasceu em Joane, Portugal, em 1989. Completou o European Film College na Dinamarca e licenciou-se em Som e Imagem pela Universidade Católica Portuguesa no Porto. Em 2011 estreou o seu documentário curto "Tio Rui" no Doclisboa, seguido por uma série de exibições em outros festivais. Ele destacou-se em várias produções, de videoclips a anúncios comerciais e trabalhou como assistente de Andrew Sugerman no Pantheon Entertainment, em Hollywood. Mário trabalha também como fotógrafo, tendo o seu trabalho exibido em exibições e festivais diferentes por todo o mundo. Actualmente divide o seu tempo entre a Dinamarca, Croácia e Portugal.

MARTITA

martita

María José Pastore | Argentina, 2016, 14'

A vida de Martita (65), que trabalhou para uma família desde muito jovem, é descoberta nesta ficção documental. A sua vida, as histórias, os sucessos, os trabalhos,os amores, os sonhos são narrados através do seu próprio olhar.

  • Intervenientes: Marta López
  • Argumento: María José Pastore
  • Assistente de Realização: Natalia Paola Torres
  • Direção de Fotografia: Román Jaliffi

  • Direção de Arte: Juana Varela
  • Direção de Som: Leonardo Maisonnave
  • Produtor: Pablo Fritzler

María José Pastore

María José Pastore

É cineasta, formada pela Universidade de Cinema de Buenos Aires. Nasceu na cidade de Rosário (Santa Fé - Argentina) em 1990. Ao longo dos estudos, dirigiu curtas-metragens em formatos diversos e desempenhando papéis diferentes. Como directora de arte nas curtas-metragens "Gracias" (2012) de Dafne Dervissoglou e "Teatro" (2013) de Juana Varela, sendo esta seleccionada para o festival de narrativa original no Dubai. Na sua curta-metragem "Martita" (2015), actualmente em fase de distribuição, trabalhou como realizadora, argumentista e editora.

LA COMUNIÓN DE LA NENA / A PRIMEIRA COMUNHÃO

comunion de la nena

Juan Vicente Castillejo Navarro | Espanha, 2017, 12'

É o Dia da Comunhão da menina.

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  • Produção / Guião: Juan Vicente Castillejo Navarro
  • Fotografia: Juan Vicente Castillejo Navarro e Ismael Olivares
  • Direção de Produção: Tamara Santos Iglesias
  • Assistente de Realização: Ismael Olivares García
  • Assistente de Produção: Hugo Elegido Nebot
  • Vozes: Álvaro Navarro
  • Edição de Imagem: Juan Vicente Castillejo Navarro e Hugo Elegido Nebot
  • Edição de som / Música Original: Pablo López Jordán (Sierra Bonita Media)

Juan Vicente Castillejo Navarro

Juan Vicente Castillejo Navarro

Sou freelancer em busca activa de novos projetos. O meu campo profissional centra-se principalmente na distribuição audiovisual, produção e gestão cultural.

MANODOPERA

manodopera

Loukianos Moshonas | França / Grécia, 2016, 29'

Lá em baixo no andar térreo, à medida que passam as estações, um trabalhador Albanês e um jovem de classe alta renovam um apartamento. No alto do telhado, à medida que passam as noites, o jovem e os seus amigos refletem sobre a sua existência.

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  • Argumento: Arthur Harari, Loukianos Moshonas
  • Intervenientes: Loukianos Moshonas, Nikolas Dervenoulias, Panagiotis Oikonomopoulos, Altino Katro, Anastasis Roubakos
  • Produtor: Paul Conquet
  • Produção Executiva: Giannis Sotiropoulos
  • Cinematografia: Paul Guilhaume, Boris Munger
  • Operador de Câmara: Jivko Darakchiev, Konstantinos Koukoulios
  • Edição de Imagem: Leonidas Papafotiou
  • Direção de Pósprodução: Dimitri Lykavieris
  • Assistente de Realização: Alki Politi
  • Som: François Abdelnour, Fanny Weinzaepflen
  • Mistura: Simon Apostolou
  • Efeitos Especiais: Ionas Katrakazos
  • Colorista: Aggelos Mantzios

Loukianos Moshonas

Loukianos Moshonas

Nasceu em 1985 em Atenas. Tanto Grego como Francês, frequentou a École des Beaux-Arts em Lyon, Famu em Praga e o Fresnoy em Lille. As suas curtas-metragens foram exibidas em vários festivais internacionais de cinema, enquanto a curta mais recente Manodopera estreou no Film Festival de Locarnol 2016 no Concurso Internacional Pardi di Domani. Com base na curta-metragem Manodopera, está actualmente a preparar a sua primeira longa-metragem No Gods, No Masters (Torino Film Lab, obras de Karlovy Vary em progresso, nova rede de cinema de Roma), um melodrama retorcido de classes sociais sobre as obras infindáveis de demolição e renovação num apartamento em Atenas.

BENÇÕES

blessings

Lisa Myllymäki | Finlândia, 2016, 13'

Julia Vuorinen é uma jovem de 16 anos cujo smartphone é uma parte importante da sua rotina diária, desde o acordar de manhã até ir para a cama à noite. Este documentário segue o dia de Julia, online e off.

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  • Argumento: Lisa Myllymäki
  • Cinematografia: Lisa Myllymäki
  • Grafismo: Santtu Koivisto
  • Som / Música: Sandra Tervonen
  • Produção: Eveliina Solja, Arto Tuohimaa
  • Produtora: Metropolia UAS
  • Intervenientes: Julia Vuorinen, Emmi Tikkanen, Maj Kokkonen

Lisa Myllymäki

Lisa Myllymäki

Uma estudante de cinema de 26 anos sediada em Helsinquia, na Finlândia. Blessings é o seu filme documentário de estréia, que inclui a sua curiosidade por fenómenos diferentes e o mundo que a rodeia. Além de filmes, Lisa também tem experiência em marketing e comunicação.

CIDADE PEQUENA

cidade pequena

Diogo Costa Amarante | Portugal, 2016, 19'

Um dia, Frederico aprende na escola que as pessoas têm cabeça, tronco e membros, e que se o coração pára as pessoas morrem. Nessa noite, ele não dormiu. Acordou a mãe várias vezes de madrugada e disse-lhe que lhe doía o peito.

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  • Produção: Diogo Costa Amarante, Miguel Dias, Curtas Metragens C.R.L.
  • Argumento / Fotografia / Edição: Diogo Costa Amarante
  • Música: F. R. David
  • Som: Diogo Costa Amarante, Miguel Cordeiro
  • Intervenientes: Frederico Costa Amarante Barreto, Mara Costa Amarante

Diogo Costa Amarante

Diogo Costa Amarante

Nasceu em Portugal onde se licenciou em Direito. O seu primeiro filme "Jumate / Jumate" foi selecionado em vários festivais de cinema internacionais e foi premiado como Melhor Filme na DocumentaMadrid08 / Espanha, Golden Boll Film Festival / Turquia e Reykjavik IFF. Em 2009, Diogo participou no Berlinale Talent Campus e realizou o seu segundo documentário "In January, Maybe", que foi selecionado em numerosos festivais e ganhou o Prémio do Júri na DocumentaMadrid09 e uma Menção Especial do Júri no Salinadocfest 09 / Itália . "The White Roses", o filme pré tese de Diogo, teve estréia mundial no 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim no concurso oficial de curtas e foi premiado no Festival Europeu de Cinema Court de Brest. Actualmente Diogo terminou como bolseiro Fulbright o mestrado de Belas Artes na Universidade de Nova York / Tisch School of the Arts e foi financiado para desenvolver o seu primeiro argumento, "Migrar pelas Sombras".

MARÉS - UMA HISTÓRIA DE VIDAS, SONHOS PERDIDOS E ENCONTRADOS

tides

Alessandro Negrini | Reino Unido / Irlanda, 2016, 45'

Imaginem uma ilha. Dentro desta ilha há outra ilha. E dentro dessa outra ilha há uma cidade: uma cidade com dois nomes diferentes. Dentro desta cidade com dois nomes, corre um rio. Esta é a sua autobiografia.
Será a história de um rio capaz de revelar um sentido de vida preso pela história? Apesar do fim do conflito, na Irlanda do Norte há ainda uma cidade com dois nomes diferentes: Derry, para os católicos, Londonderry para os protestantes. No meio da cidade, corre o rio Foyle, que os separa como a sua fronteira líquida: a partir de 1969, quando começou o mais recente conflito no norte da Irlanda, a maioria dos moradores protestantes deixou a área com medo de intimidações e violência sectária. Um sonho onírico e surreal sobre o conceito de separação, fronteira (geográfica e mental), narrado do ponto de vista do rio, que se torna narrador e protagonista, onde sonhos e realidade se entrelaçam numa espécie de autobiografia mágica do próprio rio. Através de sequências oníricas e material de arquivo realizado por pessoas Irlandesas comuns nos anos 50, 60 e 70 em Derry e - através da voz do rio, as marés questionam a nossa percepção de eventos passados e recentes: o que nos poderiam dizer? O que sabem sobre nós? Movendo-se visualmente entre tempos passados e presentes, o rio Foyle convida-nos a refletir sobre questões que vão além das suas próprias bordas - o que é uma fronteira? Serão os sonhos daqueles que viveram antes do conflito diferentes daqueles sonhados hoje em dia? E acima de tudo, o que aconteceu aos nossos sonhos?

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  • Argumento: Alessandro Negrini
  • Produção Executiva: William Silke
  • Produtores Associados: Docucity, Jill Tellez, The Basaglia Group
  • Produtor: Alessandro Negrini
  • Direção de Fotografia: Odd Geir Saether
  • Edição: Stuart Sloan
  • Música Original: Cris Ciampoli

Alessandro Negrini

Alessandro Negrini

Cineasta Italiano vencedor de vários prémios e poeta. Nascido em Turim, define-se como realizador de cinema por engano. Passou grande parte do final da década de 1990 a viajar e escrever pela Europa e, em 2001, mudou-se para a Irlanda. O seu trabalho lida com a exclusão social e a resistência e combina documentários, ficção e poesia. Antes de se tornar realizador, trabalhou como auxiliar de educação em escolas, vendedor para um circo desconhecido, guia ilegal de museus e distribuidor das páginas amarelas. O filme anterior Paradiso, encomendado pela BBC, ganhou 18 prémios internacionais em festivais por todo o mundo e foi selecionado em mais de 50 festivais de cinema. O seu filme mais recente "Tides" recebeu 6 prémios internacionais desde a estréia no passado mês de Junho.