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30

Julho

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Agosto

Casa da Cultura

/Exposição.01

pele e pedra

Pedra e Pele


João Gigante Portugal, 2018

Na consciência de uma procura pela narrativa plural, o projecto apresentado baseia-se num conceito de relação directa e imersiva entre as pessoas e o território, o quotidiano: pedra e pele.

Enquanto autor, num primeiro contacto com aquilo que abordo, é necessária uma clareza sobre o que pode ser uma construção imagética. A origem, o desmantelamento de uma realidade, em mutação, em reorganização constante. Parada do Monte é um lugar onde os socalcos se apoderam da forma de estar, onde os caminhos são uma viagem discursiva pelo próprio território. Cada curva ou desnível, criam aquilo que considero um território que nos consome, que deixa em aberto aquilo que pode ser o foco de uma narrativa sequencial, de uma narrativa imagética.

Durante o trabalho de campo, são diversas as perspectivas, as diferentes relações que se criam, deixando por vezes que um gesto tautológico nos remate e cesse o olhar. É então, que na contrariedade de cair num esquema que valha pela simplicidade formal, que nos expandimos para o intrínseco do discurso, na virtude de querer relacionar aquilo que, no seu próprio lugar existe por si só. A pesquisa realizada à priori não acentua nem fica perto da pluralidade de emoções que este território nos dá pelo contacto directo, físico. É importante no fim de todo o processo, perceber que o peso de pisar aquilo que vivemos com o nosso corpo é a fundação, a grelha para uma solução que se desenha por si e para si. O autor torna-se assim um organizador, construtor de relações e impressões.

Assim que o meu olhar cai sobre este território e estas pessoas, começa a acontecer a construção da linha que atravessa a origem do lugar e a forma como este é vivido e construído no seu dia a dia. O trabalho fotográfico é assim uma construção pelo contacto, pelo discurso paralelo entre o olhar e o ser, o ver e o querer.
  • Data: 30 Julho / 31 Agosto 2018
  • Local: Casa da Cultura
João Gigante
João Gigante

Natural de Viana do Castelo, é licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes do Porto e realizou o Mestrado em Comunicação Audiovisual (Fotografia) na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto. Mantém o seu percurso entre a prática das artes plásticas, tendo exposto o seu trabalho em diversas exposições no panorama artístico nacional e internacional e a prática de produção e organização de eventos e projetos artísticos e a projeção e organização de projetos de nível social e etnográfico, mantendo a sua característica artística e conceptual. O seu trabalho complementa as diferentes áreas de atuação plástica, como a fotografia, o vídeo, a sonoplastia, a instalação e o desenho. Desenvolve também projetos de cariz musical onde se destaca PHOLE e o projeto sonoplástico ARAME (com Miguel Arieira). É também, fundador e diretor da Revista PARASITA (com Hugo Soares).